Home Quem somos Legislação Estatuto Mensagem do Presidente Contato

São Paulo, 14 Dezembro 2018 - 08:22 PATRONATO ENAS BRASIL    Roma, 14 Dicembre 2018 - 11:22
Aposentadoria/Pensioni
- INPS
- INSS
- Acordo Internacional
Cidadania Italiana
- Orientação
- Traduções
- Trentini/Sammarinesi
Destaques
Notícias
Links Úteis
Informações
- Brasil
- Itália
bra
DOM CLÁUDIO CARDEAL HUMMES
 
 
 
 

Dom Cláudio Cardeal Hummes, após ter governado a Arquidiocese de São Paulo por 7 anos, foi nomeado pelo Papa Bento XVI como o novo prefeito da Sagrada Congregação para o Clero, nesta terça-feira, dia 31.

IL PATRONATO ENAS BRASIL ESPRIME SODDISFAZIONE PER LA NOMINA DEL CARDINALE HUMMES A PREFETTO DELLA CONGREGAZIONE PER IL CLERO, MOMENTO DI GRANDE PRESTIGIO PER LA CHIESA BRASILIANA.

Mario Antonio Turnaturi
Presidente Patronato Enas Brasil

 

cancaonova.com: Como o senhor recebeu a notícia de que passa a ser o novo prefeito da Sagrada Congregação para o Clero?

Dom Cláudio: Claro, com muita emoção, com muita humildade e muito consciente também dos meus limites, mas totalmente à disposição do Papa. Uma vez que ele assim me chama, eu vejo nisso a voz de Deus e tudo começa a ser diferente, as outras coisas se tornam relativas. Portanto, eu irei com muita confiança e agradeço essa confiança que o Santo Padre deposita na minha pessoa para exercer esse cargo, o qual, na verdade, é de muita responsabilidade.

cancaonova.com: Do que se trata especificamente nesta Sagrada Congregação?

Dom Cláudio: As congregações são uma espécie de ministérios. Existem várias congregações e uma delas é a Congregação para o Clero, que cuida de assuntos referentes ao clero, aos padres do mundo inteiro. Esse é o trabalho específico desse Dicastério. O Sumo Pontífice também tem os seus ministérios, que se chamam Congregações. Assim como ele tem também Conselhos Pontifícios e Comissões Pontifícias. As Congregações são propriamente esse grupo que se configuraria como uma espécie de ministério.

cancaonova.com: Como fica a vida do senhor daqui para a frente? Quando o senhor vai para Roma?

Dom Cláudio: A partir de hoje, eu sou administrador apostólico da Arquidiocese de São Paulo, até sair daqui. Enquanto isso, portanto, continuo governando a Diocese, mas não mais como Arcebispo e, sim, como Administrador Apostólico, assim nomeado pelo Papa, junto com a nomeação para a Congregação para o Clero. Devo me preparar, portanto, aos poucos e ver quando posso, de fato, me transferir definitivamente para Roma.

cancaonova.com: Qual o sentimento do senhor em relação aos fiéis da Arquidiocese de São Paulo e aos muitos trabalhos pastorais iniciados sob sua direção?

Dom Cláudio: Eu já tenho muitas saudades de todos eles, do povo muito querido, que sempre me acolheu tão bem, dos padres, dos religiosos, das religiosas, dos seminaristas, enfim, dos meus colegas bispos, dos bispos auxiliares, os assessores mais chegados, do pessoal da minha casa. Eu já levo uma grande saudade no coração e tudo isso, claro, significa sempre desapegar-se de tudo, como Jesus Cristo mesmo disse. Nós temos sempre, de novo, de deixar tudo e seguir a Jesus Cristo, como discípulos.

Assim que eu sair, nesse meio tempo, deve ser nomeado um outro Arcebispo para São Paulo. E isso não se sabe de antemão quando será, mas acredito que será em breve. Enquanto estiver aqui, sou Administrador Apostólico.

cancaonova.com: Qual é o maior desafio para o Prefeito da Congregação para o Clero atualmente?

Dom Cláudio: Os desafios são, na realidade, sobre o que eu deverei fazer, pois não tenho, por enquanto, nenhuma indicação. Eu deverei ouvir isso diretamente do Santo Padre. Deverei chegar a Roma e me sentar com ele e ouvir o que ele deseja e quais são os grandes desafios.

cancaonova.com: Muitos devem estar surpresos com esta notícia e o povo fica com um sentimento de perda. Qual a sua mensagem neste sentido?

Dom Cláudio: Vamos continuar unidos, certamente, na oração, no trabalho pelo Reino de Deus. Tudo isso nos une, somos o grande povo de Deus. Um trabalha aqui, outro trabalha do outro lado do planeta, mas somos sempre um grande Corpo de Cristo, a Igreja de Cristo e estamos juntos. Certamente, também eu os levarei no coração para sempre. O povo de São Paulo, sobretudo da Arquidiocese, vou levá-los com muito amor, com muito carinho e com muita saudade. Estarão nas minhas orações e nas minhas preocupações pastorais.

cancaonova.com: Como o senhor superou as dificuldades iniciais com a novidade dos Novos Movimentos, como a RCC, e qual o conselho que o senhor daria às pessoas que ainda possam ter certo preconceito com as Novas Comunidades?

Dom Cláudio: Os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades já estão bastante maduros, já caminhamos muitos anos. Não são mais uma novidade, como se estivessem acontecendo de ontem para hoje, e todos nós os conhecemos. O importante é que saibamos ver nesses movimentos a obra de Deus. É claro que o pecado está presente em todo os lugares, pois limitações todos as temos e qualquer associação, qualquer grupo tem também os seus limites – e isso a gente tem de entender.

Nenhum movimento e nenhuma comunidade são perfeitos. Nós procuramos caminhar para a perfeição. Também devemos estar muito abertos à pluralidade dentro da Igreja, ela é uma riqueza e não pode se tornar uma divisão, um conflito – tem de haver uma comunhão. E nós, os Pastores, nós, os ministros ordenados, Bispos, Padres e Diáconos temos como uma das nossas missões fundamentais a criação da comunhão dentro da comunidade. E isso significa criar comunhão entre a pluralidade daquilo que é a riqueza de cada comunidade, fazer com que ela viva em comunhão com a pluralidade dos carismas, das graças, dos serviços, das pastorais, enfim, tudo isso que forma a grande riqueza da Igreja. É preciso estar aberto a isso.
Da parte dos movimentos e das Novas Comunidades: ouvir os Bispos, caminhar juntos e saber que todos nós precisamos, às vezes, de correção de rota, de propostas, pois, isso faz parte de qualquer movimento, de qualquer grupo.

cancaonova.com: Qual a sua expectativa diante dos resultados desse processo eleitoral que o Brasil inteiro viveu? A sua esperança e o seu conselho às autoridades.

Dom Cláudio: Em primeiro lugar, quero cumprimentar, claro, o presidente Lula pela reeleição, para seu segundo mandato. Que ele seja muito sábio no seu governo, nesses quatro anos que lhe foram concedidos pela votação do povo. Tudo indica que uma grande parte dos seus votos vem dos mais pobres. Portanto, tenha, de fato, uma atenção muito grande com os mais pobres, para que eles possam ter trabalho, emprego, escola, educação, sobretudo, os jovens. Sabemos que na grande São Paulo há 1 milhão de jovens que não trabalham nem estudam – e isto é um drama. Não basta apenas escola. Deve haver um programa de políticas públicas que possam dar à juventude, de fato, uma possibilidade de um futuro. Que o Lula pense nesses jovens todos.
Ao mesmo tempo, quero cumprimentar o povo brasileiro pela forma democrática, pacífica, com que votou.

Fonte:
cancaonova.com

31/10/2006

HUMMES, DA TEOLOGO DELLA LIBERAZIONE A FAVORITO PER IL SOGLIO DI PIETRO

Sarà Claudio cardinal Hummes, l’arcivescovo di San Paolo del Brasile, il nuovo Prefetto della Congregazione per il Clero; l’uomo incaricato da Benedetto XVI di vigilare, guidare, formare aggiornare (ed eventualmente, punire) gli oltre quattrocentomila preti cattolici in tutto il mondo; e che avrà, inoltre il difficile, delicatissimo compito di ricondurre, come presidente della Commissione «Ecclesia Dei», le pecorelle un po’ scismaticamente smarrite di Marcel Lefevbre all’ovile romano. La sua nomina sarà resa nota nei primi giorni della prossima settimana insieme ad una serie scadenzata di altre sostituzioni e pensionamenti.

Perché il nuovo Segretario di Stato, il cardinale Tarcisio Bertone, trascorse le prime settimane dalla presa di potere (16 settembre) nella tempesta nata dal discorso del Papa a Ratisbona, ha cominciato a occuparsi della Curia. E i prossimi giorni vedranno nascere i primi effetti di questa attenzione. Un «teologo della Liberazione» a capo di uno dei centri nevralgici più delicati e sensibili del potere vaticano? E’ una decisione che certamente farà discutere, e creerà perplessità; anche perché, a quel che sembra, il porporato brasiliano titolare di una delle diocesi più grandi e difficili del mondo, è stato preferito a altri candidati di notevole valore. Ed è comunque un segnale in due direzioni: che papa Ratzinger ha un occhio di favore verso i teologi, e che intende proseguire nell’internazionalizzazione della Curia. Su quattro nomine di alto livello compiute finora (Congregazione della Fede, Propaganda Fide, Clero e Segreteria di Stato) una sola ha visto protagonista un italiano, Bertone. Gli altri - Levada, Dias e Hummes, vengono dalle Americhe e dall’India. Claudio Hummes è nato l’8 agosto del 1934, nel Brasile meridionale, da una famiglia di immigrati tedeschi; e forse anche questo ha contato un poco, nella decisione di papa Ratzinger. Ma ha contato anche, e non poco, il pressing carioca, operato dal governo e forse da Lula in persona. E’ dal 2000 che il Brasile, il più grande paese cattolico del mondo (133 milioni di fedeli dichiarati), non ha nessun cardinale in Curia. Una carenza che è stata fatta rimarcare più volte sia dalla Conferenza episcopale che da Brasilia. Hummes è un francescano, studioso di teologia; qualche osservatore laico lo ha definito «liberal, e persino rivoluzionario». Proprio come Joseph Ratzinger, che partecipò al Concilio Vaticano II nell’ala «progressista». Hummes è diventato prete nel 1958, e vescovo nel 1975. E proprio allora ha cominciato a far parlare di sé. Erano i tempi della dittatura militare, in Brasile, e il giovane presule di Santo André, dove Ford e Volksvagen hanno i loro impianti, si distinse perché offriva la possibilità ai sindacalisti e ai politici di opposizione di parlare durante la messa, toccando temi proibiti. Non piaceva al regime; e, fra l’altro, si ricorda che nel 1978, mentre celebrava una messa allo stadio di San Paolo, elicotteri militari cominciarono a volteggiare sul luogo della celebrazione, per intimidire il vescovo. Che continuò come se nulla fosse a celebrare, a chiedere il ritorno alla democrazia, e a offrire spazi di libertà nelle sue chiese.

Poi c’è stata la «conversione»; vale a dire, che proprio come il giovane teologo Ratzinger si è trovato al centro, e forse anche a destra (ma sono gli altri che si sono spostati, ha sempre detto), così Claudio Hummes si è lasciato convincere da Giovanni Paolo II sulla via di una teologia della liberazione meno politicamente compromessa con la sinistra politica, e più attenta ai valori tradizionali. Ma senza creare tensioni; a Fortaleza, una diocesi miserrima, riuscì a far convivere in maniera armoniosa le Comunità di Base iperpoliticizzate e i movimenti carismatici, superspiritualisti. Un trampolino per San Paolo, metropoli di dodici milioni di abitanti, in cui i ricchi vanno a lavorare in elicottero, e ci sono persone che muoiono di fame, nel senso letterale della parola. Prendeva il posto di un cardinale popolarissimo, Paulo Evaristo Arns; e i suoi colleghi vescovi dicevano che il successore di Arns sarebbe stato conosciuto come «il martire»; martire di un’eredità troppo difficile da raccogliere e sostenere.

E invece... Claudio Hummes ha continuato a battersi sui temi sociali con grande forza; e questo gli ha valso una popolarità crescente nel paese, mentre la ferma difesa delle posizioni cattoliche in tema di morale e bioetica gli ha fatto guadagnare consenso a Roma, sia durante il regno di Giovanni Paolo II che con il successore. Lasciando Fortaleza, nel 1998 (aveva 64 anni) disse che pensava «che il suo prossimo cambio sarebbe stato la pensione o la tomba», non certo San Paolo. Probabilmente dirà la stessa cosa adesso, che di anni ne ha compiuti settantadue. Un’immagine di grande equilibrio, e di attenzione ai segni dei tempi.

Partendo per Roma, per il Conclave dell’aprile 2005, da cui sarebbe uscito papa Benedetto XVI, diceva: «La Chiesa ha bisogno di adattarsi al mondo moderno, non può dare risposte antiche a domande nuove». E aggiungeva: «Il prossimo pontificato deve rispondere al progresso delle scienze, specialmente quelle biologiche. E inoltre dovrà affrontare la crescente povertà». Non era un’autocandidatura, ma di Hummes allora si parlò come di un candidato più che probabile.

Poi i latino-americani si spaccarono, votando o per Bergoglio, arcivescovo di Buenos Aires, o per Joseph Ratzinger, e il suo nome non emerse negli scrutini. In effetti, per essere un candidato a tutto tondo, gli mancava qualcosa: l’esperienza di governo in Curia, necessaria per completare nel «cursus honorum» quella pastorale nella diocesi. Adesso, con la nomina a Prefetto della Congregazione per il Clero, il curriculum è completato.

E chissà che Benedetto XVI non abbia pensato anche a questa prospettiva - ci auguriamo lontana - firmando il decreto di nomina.

FONTE:
La Stampa