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São Paulo, 17 Dezembro 2018 - 07:57 PATRONATO ENAS BRASIL    Roma, 17 Dicembre 2018 - 10:57
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SALÁRIOS SOBEM MAIS NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
 
 
 
 

Presentes na maioria do território nacional, cerca de 6,1 milhões de estabelecimentos, as micro  e pequenas empresas foram superiores às médias e grandes entre 2000 e 2010 quando o assunto é salário. As companhias de menor porte elevaram em 14,4% o valor médio dos pagamentos dos seus funcionários no período. Por outro lado, as maiores incrementaram apenas 4,4% nos 11 anos. E a situação na região não foi diferente.

Os resultados foram divulgados ontem no Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa. O estudo foi desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos.

“Nós não temos dados exatos, mas pelo que acompanhamos é possível afirmar que o salário médio pago pelas PMEs da região estão próximos à média do Sudeste, de R$ 1.199, portanto acima da média nacional”, revelou a gerente do Sebrae-SP na região, Josephina Irene Cardelli.

Segundo o estudo, as MPEs pagavam, em média, R$ 961 para os seus funcionários há 11 anos. Em 2010, esse valor subiu para R$ 1.009, o que representa avanço de 14,4%. O cálculo descontou a variação média dos preços no período, portanto demonstra valorização real.

Neste intervalo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo subiu, aproximadamente, 91%. Portanto os 14,4% de acréscimo na média de salários pagos pelos micro e pequenos empresários estão acima desse percentual da inflação.

Na Ferbon Engrenagens Industriais, pequena empresa de Diadema, a remuneração média gira em torno de R$ 2.000. “Estamos no mercado há 22 anos. Temos 18 funcionários. E os salários vão desde R$ 900 a R$ 3.200. Damos muito valor ao trabalho dos nossos empregados, pois atuamos muito com manutenção”, conta o proprietário Edivaldo Ferreira da Costa. Além de manter a renda dentro da média, ele disse que investe em cursos de qualificação aos profissionais e também oferece plano de carreira.

EMPREGADOS - Em 2000, os funcionários das médias e grandes companhias tinham rendimento médio de R$ 1.711. Conforme o estudo, no fim do ano passado o valor, descontada a inflação, subiu para R$ 1.786, o que representa aumento 4,4%.

Emparelhando os dois grupos de empresas, as MPEs apresentaram elevação na remuneração média real dos empregados formais de 1,4% ao ano, entre 2000 e 2010. No mesmo período, as médias e grandes companhias subiram 0,4% ao ano os seus pagamentos. E a média de todas as empresas do País ficou em 0,9% ao ano.

Grandes companhias têm 900 mil trabalhadores a menos

As micro e pequenas empresas tinham 14,7 milhões de empregados com carteira assinada no fim de 2010. No mesmo período, as médias e grandes companhias eram responsáveis pela contratação formalizada de 13,8 milhões de trabalhadores, ou seja, 900 mil a menos do que as de menor porte. As informações são de estudo apresentado ontem pelo Sebrae em parceria com o Dieese.

Entre 2000 e 2010, as MPEs criaram 6,1 milhões de empregos formais no País. Há 11 anos, o registro era de 8,6 milhões de trabalhadores.

O índice de empregados com carteira assinada nas pequenas também cresceu no período. Enquanto em 2000 a média era de 2,04 funcionários para cada companhia, no fim do ano passado o Sebrae, junto ao Dieese, registrou 2,4 trabalhadores por empresa.

EVOLUÇÃO - Mesmo sem apresentar a maior evolução no número de empresas, 2010 foi o melhor ano em geração de empregos para as MPEs. Isso porque foi o maior incremento, em relação ao ano anterior, dos últimos dez anos, com alta de 8%. O resultado mais próximo ao estabelecido no ano passado ocorreu em 2004, quando o acréscimo foi de 7%.

 

Fonte:

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC