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São Paulo, 14 Dezembro 2018 - 13:00 PATRONATO ENAS BRASIL    Roma, 14 Dicembre 2018 - 16:00
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ALCKMIN ESTUDA RETORNO DOS TRENS À LUZ
 
 
 
 

Pressão popular, reivindicação dos prefeitos da região por meio do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, atuação de deputados e vereadores locais. Toda essa conjuntura a favor da volta do ponto final da linha 10-Turquesa para a estação da Luz da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) levou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a declarar que existe possibilidade de os trens irem novamente até a Luz - desde o ano passado vão somente até o Brás e a CPTM, até então, diz que a redução do itinerário é decisão irreversível, pois o problema é de segurança dos passageiros. Mas a declaração do tucano traz sobrevida à possibilidade da extensão do ponto final. "Estamos estudando a possibilidade de ampliar a chegada dos trens, ampliar a estação da Luz (...) O problema é de superlotação na Luz (...) Não está descartado o retorno do ponto final à Luz. Mas temos de verificar qual a maneira, a engenharia de obra para resolver isso", disse Alckmin em entrevista exclusiva ao Diário, antes de participar, na quinta-feira, da festa de posse da nova diretoria da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), agora sob comando de Evenson Robles Dotto, diretor do Diário. Além de comentar esse assunto, que afeta 14 mil passageiros do Grande ABC, o tucano falou sobre outras ações de Mobilidade Urbana na região, como o metrô leve, a reforma das estações da CPTM, o Expresso ABC e o Rodoanel. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

 

ACISA

"As associações comerciais são duplamente importantes. Primeiro, pela organização da sociedade civil. É preciso cada vez mais valorizar associações empresariais, de trabalhadores, do terceiro setor, a sociedade civil organizada. E depois, de empreendedores, quem gera emprego, riqueza, quem cria oportunidade de trabalho. E a Acisa tem 74 anos de tradição. É alegria vir a Santo André neste momento."

 

RODOANEL

"Uma de nossas prioridades é a Mobilidade Urbana. Temos grandes projetos que envolvem o Grande ABC. Primeiro, a conclusão do Rodoanel, que está dentro do cronograma. Pretendemos entregar a Asa Leste no primeiro semestre de 2014. Praticamente mais 29 meses deveremos entregar. Já estamos no término do processo licitatório da Asa Norte, que fecha o Rodoanel, o anel metropolitano que coloca o Grande ABC na melhor esquina do Brasil, que é o Rodoanel, com o Sistema Dutra/Fernão Dias, Aeroporto de Cumbica, o Sistema Anchieta/Imigrantes, com o Porto de Santos. Uma logística maravilhosa."

 

METRÔ LEVE

"Também temos ações voltadas ao transporte de alta capacidade e qualidade. O metrô leve, de São Bernardo a São Paulo (linha 18), está com o processo bastante adiantado. No dia 18 de fevereiro tivemos a manifestação de interesse de 11 consórcios. Eles têm agora 120 dias, até julho, para apresentar as propostas para a execução do projeto. Vamos fazer em duas fases. A primeira de São Bernardo à Estação do Tamanduateí do Metrô, na Capital. E a segunda fase do centro de São Bernardo até a Estrada do Alvarenga. Investimento total de R$ 4,1 bilhões. Temos recursos do governo do Estado, financiamento, tem recurso do PAC federal e PPP (Parceria Público-Privada). Está indo bem. Se nós não tivermos nenhum problema, devemos estar no segundo semestre lançando o edital de licitação para a obra. Não acho fácil terminar neste mandato, mas não tem importância. Não acredito que entre o trem rodando, porque a obra mesmo teremos em 2013. Se não entregar, estaremos bem adiantados."

 

MALHA METROVIÁRIA

"Hoje o Metrô tem 72 quilômetros. Estamos imaginando entregar o governo (em 2014) com 102 quilômetros prontos e 94 de canteiro de obras. Vai estar bastante adiantado."

 

CPTM

"Na linha 10-Turquesa, temos a reforma de nove estações. Dia 9 (houve) abertura dos envelopes do projetos executivo de sete delas (Brás, Ipiranga, São Caetano, Utinga, Prefeito Saladino, Guapituba e Ribeirão Pires). As outras duas (Mauá e Rio Grande da Serra) as propostas serão abertas em abril. Além da reforma e dos investimentos da linha 10, faremos o Expresso ABC que fará Mauá-São Paulo (Luz) direto (com menos paradas), por um trilho paralelo ao existente. Será uma opção rápida, por 25,2 quilômetros, com diminuição do tempo de viagem. Onze trens novos, com oito vagões cada, perfazendo 88 carros zero quilômetro. Todos eles com ar-condicionado, 50% de motorização, mais torque, frenagem, silêncio, câmeras e salão único, do oitavo vagão você circula até o primeiro. São 170 metros de salão. Acomoda melhor as pessoas, mais segurança."

 

PONTO FINAL LUZ

"Tenho cobrado bastante essa questão do destino da linha 10 da Luz para o Brás. A Luz está superlotada, questão de segurança. Uma das estações com maior presença de pessoas do País. Quanto mais gente chega, mais problema tem. Estamos estudando a possibilidade de ampliar a chegada dos trens, ampliar a estação da Luz. A CPTM está analisando. Do jeito que está hoje, é ter problema. Com a linha 4 do Metrô (do Butantã à Luz), houve crescimento exponencial, que é diário. Batemos todos os recordes. Está chegando a 600 mil passageiros por dia (a linha 4). O problema é de superlotação na Luz. O intervalo da linha 10 foi reduzido para 5 minutos (entre um trem e outro). Há uma reorganização das linhas. Não está descartado o retorno do ponto final à Luz. Mas temos de verificar qual a maneira, a engenharia de obra para resolver isso. O problema todo foi o congestionamento da Luz. Além da questão física, vamos verificar a possibilidade de em alguns horários fazer direto (até a Luz). Óbvio que queremos facilitar ao máximo a vida das pessoas, mas é preciso fazer com segurança. Deixa a CPTM concluir todos os trabalhos e detalharemos melhor."

 

TREM PARA SANTOS

"Imagine se não tivesse sido feita a nova pista da Imigrantes? Fizemos em 32 meses com o setor privado. O governo recebeu certificação isso 14.001, com impacto ambiental mínimo. O que estamos estudando são duas coisas: uma possibilidade de nova via rodoviária e uma possibilidade de trem de passageiros para a Baixada Santista. Estamos trabalhado no conceito de trens regionais: São Paulo-Jundiaí, São Paulo-Sorocaba, São Paulo-Santos, o São Paulo-Campinas paramos por conta do Trem-bala. E os Expressos ABC e Guarulhos, ligando o aeroporto ao trem, desce dentro do aeroporto. Congonhas também. Já o estudo da estrada Parelheiros-Itanhaém (que seria a terceira Imigrantes) está bastante inicial."

 

POUPATEMPO STO.ANDRÉ

"Está resolvido. Ao lado da estação da CPTM, a Prefeitura, o prefeito Aidan (Ravin - PTB), vai nos doar o terreno (faltam trâmites burocráticos, pois a área, a qual havia suspeita de contaminação, está liberada). Feito isso, em 18 meses a obra estará concluída. Está garantido. Na minha terra (Pindamonhangaba),quando algo está garantido é `macuco no borná` (macuco é um tipo de ave e borná é um saco)."

 

AEROPORTO

"O terceiro aeroporto na Região Metropolitana é necessário. O modal que mais cresce é o aeroviário. Se pegar o segundo aeroporto que mais cresceu no mundo foi Viracopos (Campinas). Crescimento enorme. O Brasil é um País continental, muito grande, e com mais competição o preço de passagem reduz e as pessoas só usam avião. A prioridade é ampliar Cumbica (São Paulo), que já foi feita a concessão (para a iniciativa privada investir) para o terceiro terminal. A segunda é ampliar Viracopos, que também teve concessão. É preciso o terceiro aeroporto para jatos executivos e para vôos regionais. O poder concedente nos caso de estradas, metrô e trem é o governo do Estado, mas no caso de aeroporto é o governo federal. Só ele pode abrir possibilidade de concessão. Nós defendemos, há necessidade. Pode ser em São Bernardo, mas há outras duas regiões. Alto Tietê e região Oeste. A decisão sai por estudo técnico, por logística, segurança."

 

DÍVIDA ESTADUAL

"Aumentamos nossa capacidade de financiamento. A dívida de São Paulo que era 2,2 vezes a receita corrente líquida hoje é de 1,4. A dívida despencou e abriu o espaço fiscal. Isso já vem desde a época do Mário Covas (governador de 1995 a 2002). É a menor dívida de série histórica. A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que tem de ser até duas vezes a receita corrente líquida, então estamos bem abaixo. Temos mais R$ 7 bilhões de espaço para novos financiamentos."

 

Fonte:
Diàrio do Grande Abc